Bom, esse foi um texto que eu escrevi para o meu Instagram na semana passada logo após uma crise de ansiedade que me acometeu por algumas semanas onde eu percebi que havia uma real necessidade de me afastar das redes sociais por um tempinho. E como eu sempre escrevo sobre sentimentos, sobre as coisas que me constroem e me destroem, me pacificam e dilaceram, como eu compartilho os meus encontros e desencontros para que as pessoas vejam que nunca estamos sozinhos e que possam se sentir acolhidas, eu decidi escrever também sobre esse momento.
Eu espero, com minhas palavras, com meus sentimentos, com minhas vivências expressas através delas, ser não somente porto seguro mas, ser também, abrigo que acolhe, aquece e alimenta a alma e o coração daqueles que precisam de alento.
Fiquem, então, com o texto após a imagem:
Essa não é uma despedida, é apenas um até breve.
A ansiedade me venceu, novamente. E eu não posso ficar aqui e fingir que está tudo bem. Eu simplesmente não consigo. E eu sempre fui honesta quanto a isso. Se eu não estou bem, eu saio.
A grande questão é que eu tenho um trauma recente, vivido em 2019, que eu achei que tivesse superado mas, devido a acontecimentos recentes, eu voltei a sentir todo o turbilhão de sentimentos que aquele evento me causou. Evento este que eu não estou preparada para falar publicamente e que eu ainda nem tratei com a minha psicóloga. Ela sabe que ele aconteceu, no entanto, nunca nos aprofundamos no tema porque eu sempre fugi de falar disso.
O que eu sinto? Medo constantemente. Vontade de ficar somente na minha cama porque eu sei que ali nada vai me acontecer, eu estarei segura. Ninguém vai poder me fazer mal. Eu sinto raiva da minha fragilidade, de ser tão grande e ser tão fraca, incapaz de me defender. Eu sinto vontade de ser abraçada sem ter que falar nada, nem ter que ouvir nada.
Eu só queria ser abraçada por alguém que me fizesse sentir segura para que eu, lá dentro de mim, no meu subconsciente, na minha ferida, soubesse que está tudo bem e que eu tenho quem cuide de mim, que eu não estou sozinha. Porque quando tudo aconteceu eu estava sozinha e eu não tive com quem contar. E depois, para as poucas pessoas que eu contei, ninguém me abraçou e, talvez, por isso, eu não tenha mais falado sobre o assunto.
Então, agora, eu só preciso me afastar da internet que é a fonte de todo o meu mal nos últimos dias e cuidar de mim.
Bom, quem já está aqui a mais tempo sabe que eu volto.
E quem tá aqui a pouco tempo: isso não é drama. É como eu escolhi agir aqui nesse meu mundinho particular onde eu compartilho tantas coisas e espero compartilhar mais.
Eu sou visceral e profunda como uma gruta. Não esperem de mim a superficialidade de uma poça d'água.
Agora eu preciso ir. Nos vemos em breve. Um cheirinho debaixo da orelha de todos vocês.
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