Fulanê: A fulana que habita em mim, saúda a fulana que habita em você

Prezada fulana, vou me referir a você assim porque esse texto também pode vir a servir a outra mulher e você possa passar a enxergar algumas coisas, não em relação a mim, mas em relação a você mesma e ao projeto de homem com o qual você se relaciona.

Veja bem, fulana, eu não estou, nem nunca estarei numa espécie de competição para ver quem é que tem mais atenção daquele sujeito. Nem daquele, nem de outros.

Então, vamos lá, direto ao ponto. Eu não gosto dele. E ele é uma das pessoas que eu mais tenho ranço na vida, porque é tudo que eu não gosto, nem admiro em alguém. É arrogante, prepotente, esnobe, entre outras características que eu nem vou perder o meu tempo citando aqui. A única coisa que eu quero dele é distância e, infelizmente, nos últimos tempos, nem isso eu tenho tido. Porque tivemos que nos esbarrar, né? Travessuras da vida.
Se você acha que na minha presença, você precisa ficar marcando o território, o problema disso, realmente, não sou eu. Se você não consegue garantir que a atenção dele esteja toda voltada a você, na minha presença, é porque você sabe que precisa mostrar pra ele que está ali. E eu não posso fazer nada em relação a isso.

O fato de ele ficar me caçando nos lugares só mostra o quanto ele não te respeita e não se importa com os seus sentimentos. Mas, você não liga pra isso. Desde que você o tenha. Só que ele não é seu. Ele só está com você, mas não gosta de você. Ele gosta do conforto que a sua falta de personalidade o dá. Você não é tipo de pessoa que bate o pé e levanta a voz, que se indigna e demonstra. Você nunca o enfrentaria. Eu entendo. Já fui assim. Já estive nessa posição.

Talvez, outro motivo pra você ficar marcando o seu território seja porque você vê como ele me olha, não é mesmo? Você não é a única que percebe isso. Ele falta me devorar com os olhos, né? E se pudesse devoraria com tudo, olhos, boca, mãos.

Mas tudo nele é tão pequeno e mesquinho, que ele não saberia lidar com a potência do que e de quem eu sou. Tanto não saberia, como não soube. Tentou me diminuir para que eu ficasse do tamanho dele e não era na altura, porque nesse quesito, ele gostava bastante, sabe? Eu queria dizer que ele é medíocre, mas ele é menos que isso, menos que insignificante. Ele é menos que nada.

Eu nunca te desejei mal. Até comecei a gostar de você. Você me parece uma boa pessoa, pensei que poderíamos ser amigas. Eu tentei te acolher quando via a forma que ele te tratava, te deixando de lado. E ele faz isso até hoje. Meu Deus, como é que você suporta isso? Você acredita mesmo que ele vai mudar se você ficar esperando? Eu tenho uma péssima notícia pra te dar: ele NUNCA vai mudar. Na verdade, a única coisa que vai mudar na vida dele, vai ser você. Porque ele vai te trocar no instante em que encontrar alguém interessante por quem ele se apaixone e não tenha vergonha de assumir por causa da baixa autoestima e das inseguranças dele.

Enfim, pra resumir, o motivo da sua insegurança não sou eu. Não chego perto dele e ainda tento, ao máximo, me manter distante. Mas ele me circula, me procura, arranja uma desculpa pra falar comigo. Então, se você se sente insegura, não é em relação a mim, é em relação a você mesma e a como você tem ensinado ele a te tratar. É em relação ao que você aceita só pra não o perder e ficar sozinha de novo.

Eu não gostaria de estar na sua pele. Eu não aceitaria as coisas que você aceita. Não saberia viver com tão pouco. Mas é só isso que ele tem a oferecer. E eu não quero pouco. Eu quero muito. Eu quero quase um estado de devoção numa religião monoteísta onde a única deusa sou eu.

Eu não aceito pouco. Eu prefiro ficar sozinha pra quando chegar alguém, essa pessoa ser tão boa, que valha a pena eu colocá-la na minha vida, para ela ocupar um espaço tão importante e valioso pra mim.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

29 de Outubro de 2025 - Eu venci muito na vida!

Epifania: 14 de Novembro de 2021

Como eu encontrei o meu propósito na dor: Parte 2 (Final)