29 de Outubro de 2025 - Eu venci muito na vida!
29 de Outubro de 2025, dia Nacional do Livro. E também, do meu aniversário. Que honra a minha ter nascido em data comemorativa tão significativa.
Mas não quero me alongar muito. Pode ser que aconteça conforme os sentimentos forem se transformando em palavras, no entanto, não é a intenção.
Esse texto não está saindo no dia 29, até porque nem poderia. O dia 29 teria que ser primeiramente vivido, sentido e refletido, para que esse texto pudesse existir em palavras. Ele precisou existir primeiro em mim.
Por muitos anos de minha vida eu tinha uma relação tóxica sobre a importância do meu aniversário e a importância de comemorá-lo. Eu queria fazer com que TODOS à minha volta sentissem o mesmo que eu e quando percebia que as pessoas não o faziam, eu me sentia frustrada e rejeitada. Sim. SENTIA. E hoje entendo que esses sentimentos foram válidos para construir a personalidade que tenho hoje. Eu tinha uma personalidade muito egoística e autocentrada, eu me achava de uma importância de magnitude 7 na vida de todos os que me cercavam. "Como assim o seu chão treme quando eu passo? Como assim o seu mundo não cai junto com o meu?".
Eu fingia estar tudo bem quando alguém "não podia" estar presente na data mais importante pra mim, mas por dentro eu estava uma fera, eu estava cheia de raiva. O lugar podia estar cheio de pessoas que gostavam de mim, mas se uma pessoa faltava, aquilo já mudava o meu humor, eu já ficava cínica e ácida com todos que estavam presentes. E eu não tenho orgulho de ter sido assim. Eu tenho orgulho de ter percebido isso. Eu tenho orgulho de mim no passar dos anos. De quem eu me tornei e de quem estou me tornando. Eu tenho orgulho das mudanças. Que foram muitas.
Eu não venci na vida profissionalmente, romanticamente... Não passei num concurso, não virei uma empresária de sucesso (ainda), não me casei bem (todos os meus relacionamentos foram péssimos), não fiz uma viagem internacional, não virei orgulho da família (nem de mãe, nem de pai), não tenho um emprego em nenhuma das áreas que me formei, não sou a melhor mãe do mundo, dependo do Sistema Único de Saúde porque não prosperei financeiramente (e nem em nenhuma outra área da vida...).
Mas eu venci a depressão.
Eu posso te olhar nos olhos e dizer que eu estou livre da depressão? Não posso. Infelizmente. E nem até o final dos meus dias nesse plano eu vou poder te dizer, ou dizer pra qualquer um. Porque a depressão está atrelada à minha condição assim como o H2 está ligado ao O, da água. A depressão e a ansiedade vieram junto comigo desde a fábrica. Muitas das vezes elas vão se manifestar sem o meu consentimento, no entanto, elas só permanecem com ele.
E quando eu digo que eu venci a depressão, não é porque eu me curei dela e, sim, porque eu aprendi a conviver com ela. Eu ainda a sinto todos os dias. Nós caminhamos juntas, lado a lado e de mãos dadas. Entretanto, ela não segue mais à frente dos meus dias. Porque eu não venci sozinha. E eu nunca estive sozinha. E eu não posso terminar esse texto sem dar toda a honra e glória dessa vitória à minha relação com Deus pai todo poderoso, com Jesus Cristo, meu irmão maior, mestre e maior inspiração, e a toda a espiritualidade amiga que me guia e me protege diariamente, os meus guias, mentores, anjos da guarda, como você quiser chamar.
Quando eu via só a mim, eu me via sozinha. Quando eu vi o fundo do poço, passei pelo vale da sombra da morte olhei para o lado e não vi ninguém, quando orei, todas as luzes se acenderam, e eu vi que eu nunca estive sozinha. E hoje eu sei que quando eu estiver passando pelo vale da sombra da morte novamente, eu não precisarei temer, porque assim como fui acolhida uma vez, serei acolhida novamente.
Sempre peço a Deus para me levar aonde eu for necessária, que Ele me faça instrumento de Sua vontade, de acordo com as minhas necessidades, condições e merecimento, porque sei o quanto sou fraca, sou pequena, e sou imperfeita, mas sei o quanto estou disposta. E Ele também sabe. Eu faço por onde, e Ele me encaminha. Eu peço, eu clamo, eu louvo, eu agradeço acima de tudo, todos os dias, por essa existência. Agradeço pela minha família. Agradeço pela minha casa. Pelos meus amigos que me acolhem quando mais preciso, mesmo sem saber, e sei que foi Deus que colocou eles ali. Agradeço pelo meu trabalho, que sei que foi Ele que me trouxe, no momento em que eu estava mais perdida e sem esperanças, e me ajuda a manter toda vez em que ainda perco a esperança. E vivo dizendo "Senhor, é isso mesmo? Se for, em Ti eu confio. Em mim não, mas em Ti sim. Se esta for a tua obra em minha vida, eu continuarei executando com amor, orgulho e felicidade".

Lindo texto meu amor!! 👏🏼👏🏼❤️
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