Quando você partiu... E tudo o que foi embora depois!
Antes de falar de sua partida, quero falar sobre sua chegada. Não foi esperada, nem tão pouco desejada. No entanto, quando você surgiu eu estava ali catando os cacos e limpando a bagunça do último que havia passado por mim. Decidi que ele seria o último por um tempo. E então, te conheci. Ali. Parado em pé ao meu lado.
Não tive pretensão nenhuma de ficar com você aquela noite até aquele momento, porém, entre conversas, elogios e sorrisos (sempre eles), eu te quis. Você tão preocupado com tudo e eu não ligando pra nada. Só queria te levar pra sua casa.
O primeiro erro que cometi foi ter dormido com você... Foi aconchegante demais. O segundo erro foi ter cantado pra você. O terceiro foi ter te mostrado músicas que, posteriormente, me lembrariam você. O quarto erro foi ter procurado seu contato depois. O nosso "felizes para sempre" seria lindo se tivesse ficado naquela noite porque os encontros que se seguiram foram terríveis. Quase como o filme de horror, O Exorcista, tive que começar a te exorcizar de mim.
Conversamos outras vezes mas eu ainda estava confusa sem saber o que queria, porém, de uma coisa eu estava certa, não queria te magoar, nem te incluir na confusão que estava a minha vida naquele momento. Então não queria ficar com você de novo. Mas, aconteceu, né? A vida deu um jeitinho de colocar nós dois juntos na sua cama de novo. E tinha que ter sido maravilhoso.
E na terceira vez que estivemos nela, você já tinha embora de mim. Dormimos juntos. Só dormimos. Você me abraçou. Mas na manhã seguinte nem café fez pra mim, como fez das vezes anteriores, quando eu ainda tinha algo de você. Apenas me fez ir embora às pressas, como se minha presença ali te causasse urticárias.
Eu fui embora. E desde aquele dia você começou a partir aos poucos de mim. Acho que a primeira coisa que sumiu foi a lembrança do seu cheiro. E eu adorava te cheirar quando você estava dormindo, eu deitava no seu peito e me aconchegava em você.
A segunda coisa que sumiu foi a lembrança do seu beijo. Eu me lembro que o nosso beijo não era muito compatível, mas eu não estava nem aí. O gosto do seu beijo era tão bom que eu queria continuar te beijando. Mas, hoje, já também não me lembro mais também dele.
Depois disso foram-se as lembranças de todos os momentos bons, de todas as conversas boas e ruins... Eu sei que nós tivemos muito mais que alguns poucos encontros e algumas palavras. E agora, a última coisa que está indo embora, depois que você partiu, é a vontade de te reencontrar e, talvez, continuar de onde paramos antes de errarmos tanto um com o outro. Antes de nos ferirmos tanto.
Parece que finalmente eu estou te deixando sair de mim. Sabe aquelas coisas que acontecem com a gente que só a vida, um psicanalista ou um psicólogo explicam? Então, foi o nosso encontro e o nosso desencontro. Eu te deixo ir, porque em mim, você não faz mais morada. Não há mais nada seu aqui.
Nem mesmo a sua falta.

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